Eu acredito que o teatro tem a força necessária para mudar o pensamento e o coração das pessoas, mudar o mundo, a começar pelo Brasil.
Somos nos artistas que influenciamos as pessoas, propomos soluções para tornar a vida daqueles que estão ao nosso redor, melhor. A minha história começou quando deixei uma empresa de minha família e decidi voltar para o teatro e a arte. Um emprego que até me sustentava financeiramente mas não sustentava minha alma, meu sonho. e meu sonho era ser artista, um empreendedor da arte. Eu queria fazer acontecer e não ficar reclamando que na minha cidade nada acontecia. Eu queria ser livre, ter total controle sobre a minha vida e eu decidi isto aos 29 anos. Mas para mim isto era muito difícil. Ninguém na minha família tinha tido sucesso como artista ou empreendedor, exceto talvez um primo distante que era granjeiro e se deu muito bem, ou seja, história como esta nunca tinha acontecido na minha família. Mas com o passar do tempo eu via que aquela vida tava me matando lentamente. Era uma morte muito lenta. E numa atitude de, quiçá, desespero e impulsividade eu pedi pra sair da empresa familiar que já não ia nada bem por motivos internos.
Eu queimei a ponte que me levava à vida de artista empreendedor; e eu te falo: crescer para esta nova etapa doeu...eu senti o desespero de quem não pode mais contar com o dia 5 de cada mês e eu não sabia mais o que dizer quando alguém me perguntava: o que você faz?...eu engasgava. Eu perdi muitos quilos por causa da preocupação...eu morei de favor com meus pais...eu me senti sozinho mesmo estando já em um grupo de amigos que queriam ser artistas de profissão. Eu não me encaixava mais nos outros grupos de amigos...eu cheguei a acreditar que era realmente um lunático. e por mais apavorante que tudo era eu consegui sentir algo diferente "do lado de lá"..eu me senti VIVO.
Eu me senti vivo num campo de batalha e foi esta paixão por este sonho que me fez procurar as respostas que eu precisava conseguir para empreender com sucesso e acredite, eu procurei estas respostas nos quatro cantos do mundo..e eu encontrei. Eu apliquei e colhi os resultados, eu realizei meus sonhos, alguns deles, de criar algo meu, algo sólido que fizesse a diferença. Algo que me deu a liberdade de trabalhar com quem eu quisesse, quando eu quisesse e onde eu quisesse. Nós nos transformamos em artistas empreendedores.
Agora tento passar para as pessoas o conhecimento desta estrada com seus atalhos. eu acredito que contribuindo com quem quer começar ou já começou nesta senda estarei aprofundando em mim e nas pessoas a alegria e responsabilidade do que é ser artista.
A minha missão é te empoderar a crescer nesta área mais do que você acha que é possível pois eu acredito que você é bem maior do que acha que é. A minha preocupação é te fornecer as ferramentas para que você possa se preocupar em difundir a sua mensagem pro mundo, o seu produto artístico e principalmente a sua VOZ.
Metodologia para espalhar a sua arte a sua mensagem para melhorar a vida de muitas pessoas. Minha missão é te ajudar a transformar esta garra, este "sangue no olho", esta persistência, essa vontade de desafiar o "status quo" e criar um produto artístico, uma mensagem, minha missão é criar e te envolver em uma tribo...a sua tribo. Uma tribo que te entende, que te suporta, que te levanta do chão se você cair. Onde é legal ter sucesso, onde é legal criar, onde é legal fazer acontecer mesmo que as condições não forem as ideais...porque no nosso mundo, e a gente sabe disso, estas condições nunca foram as ideais. Aprenda a criar as suas oportunidades e não ficar esperando algo acontecer.
Uma tribo que acredita que você também pode. eu acredito que você pode.
www.teatronanet.com.br
domingo, 29 de maio de 2016
É possível viver de arte no Brasil? Viver de teatro?
É possível viver de arte no Brasil? Viver de teatro?
Sim. Para mim é assim nos últimos 22 anos de dedicação exclusiva à arte de ator dentro do Grupontapé de Teatro e fora também. Eu já tenho 40 anos de paixão e exercício da arte de atuar. Eu adoro desafios e aprendi cedo que a vida só dá uma safra, como se diz, e que é melhor colher aqui mesmo os frutos do seu suado e prazeroso trabalho.
Eu sou Marcial Rezende, Ator, co-fundador do Grupontapé de Teatro e empreendedor.
Eu sei que artista, ator e atriz quer ter um Grupo de Teatro Autossustentável e independente. Você quer ter sua carreira de ator ou atriz planejada e direcionada para aumentar em milhares por cento a suas chances de sucesso?. Bem..seja qual for o seu caso novamente eu te respondo que isso é possível e provável principalmente quando você aprende e mantém o uso das habilidades que apenas o teatro, e nenhuma outra disciplina te dá. Eu vivo exclusivamente da minha arte há 22 anos portanto tenho muito a acrescentar às suas competências e habilidades artísticas. Eu atuo, canto, danço e sou multi-instrumentista musical.
Você provavelmente me assistiu a alguns meses no lançamento do vídeo que introduziu a ideia de um "Congresso Nacional da Voz" pela minha fan page do Facebook (Conavoz). Acontece que eu decidi ampliar o conceito do que seria o congresso da voz por um outro conceito bem mais amplo e cujas ferramentas eu domino profundamente devido aos 40 anos de experiência como ator 22 dos quais com meu grupo o Grupontapé de Teatro. Portanto vamos juntos marcar uma data para iniciarmos o Conteatro: congresso nacional de teatro.
No Conteatro falarei com você, que é ator ou atriz, a respeito das várias soluções, as possíveis e as prováveis, para a carreira de seu grupo de teatro ou carreira individual. Soluções estas que eu vivo no Grupontapé de teatro, e outras que observei em outros grupos de teatro nos anos de estrada; Portanto são soluções ditas com propriedade empírica de quem vive desta profissão.
E porquê isto? Porquê em um mercado tão competitivo e disputado como o das verbas públicas e privadas alguém teria a atitude de traçar planos em conjunto para alavancar outros grupos de teatro?...Faço isso porque acredito que assim como eu você também pode elevar a sua vida e a de sua cidade ou comunidade a um outro patamar de existência melhor que o atual; Onde haja ganho real para o artista e para o público consumidor de arte e beleza.
Onde haja para o artista a real situação de levar sua mensagem para seu público. Onde haja para o artista o sabor da alegria de conquistar sua platéia; onde haja a possibilidade de intervir positivamente na sociedade colaborando para sua transformação. Onde haja para o público espetáculos que o levem à reflexão com sensibilidade. Onde haja para o público uma visita momentânea para o mundo da ficção, da fantasia e da poesia. Onde haja alimento para a alma das pessoas.
Eu acredito que com conhecimento, com visão sistêmica com atitude proativa mudaremos a triste realidade da Má Distribuição da cultura e do capital intelectual e artístico do Brasil.
Má Distribuição? Sim, veja só estes números apresentados por Rômulo Avelar nosso consultor para planejamento estratégico, no seminário de economia da cultura organizado por nos e realizado em agosto de 2013. Vou reproduzir para vocês a fala dele na íntegra junto com minhas observações:
93,1% dos municípios brasileiros não possuem sala de cinema.
78,8% das cidades do Brasil não têm teatro.
78,1% não possuem museus.
75,2% não possuem centros culturais.
70% não têm livrarias e.
40,2% não tem lojas de CD.
estes dados são de uma pesquisa feita pelo IBGE em 2006 para mapear a situação dos municípios em relação à CULTURA e ao mercado cultural.
Rômulo ainda comenta que tem gente que se assusta com esses números...
Mas onde você vê crise eu vejo oportunidades. Momentos de crise são momentos de oportunidades. Apesar de estes números serem assustadores representam também um vazio a ser preenchido por nos. Senão nada acontece... Aliás foi assim que o Grupontapé de teatro surgiu.
Vou contar minha história..um pedacinho...Sabe aquele bordão dito na maioria das cidades do Brasil? "Na minha cidade nada acontece"?!Pois Uberlândia estava assim em 1996 aquele marasmo cultural...quase nada acontecia e nós tomamos a atitude de querer mudar isso e eis o resultado: um grupo de teatro que já completou 22 anos de existência levando sua mensagem a seu público. Não era esse o nosso sonho? Os grupos existentes na cidade se fortaleceram e até o curso de artes cênicas da Universidade Federal de Uberlândia foi impactado e fortalecido pelo aumento da procura pela formação superior em artes cênicas dos alunos que passaram pela Escola Livre do Grupontapé de teatro. Sem contar que isso também impacta outros setores como turismo da cidade pois os moradores da região frequentam Uberlândia para, entre outras coisas, também assistir teatro.
Aqueles números mostram que existe um público ávido por consumir produtos culturais e mais do que isto: ávido também por produzir seus produtos culturais e não simplesmente consumir o que vem de fora. Ávido por se expressar e por se colocar também.
Um exemplo forte é o da cidade de Guaramiranga que é um município de cerca de 5000 habitantes localizado a 100 quilômetros de Fortaleza. Uma cidade que estava em crise econômica ha 20 e poucos anos atrás. Esta cidade nos dá uma grande lição de empreendedorismo na área cultural. eles têm um teatro de 250 lugares outro teatro de 560 lugares e já tinham um terceiro espaço funcionando na cidade. Antes tinham 6 grupos de teatro ativos agora talvez tenham mais que isto. eles têm uma orquestra de metais, um grupo de música de câmara, corais infantis, grupo de dança, e durante o carnaval eles realizam um festival internacional de jazz, reunindo nomes internacionais de jazz, têm festival de gastronomia, enfim....
Mas quantas cidades como esta estão aí sem uma vocação apontada? a sua pode ser uma delas..você vai fazer o que? Continuar reclamando que nada acontece na sua cidade? Ou vai fazer acontecer?!
Guaramiranga aplica 16% de seu orçamento em cultura num tempo em que a gente no Brasil luta para sair da marca de 0,6% no plano federal... se Guaramiranga pode qualquer lugar também pode.
O que será que aconteceu nesta cidade? claro que foi a organização coletiva que fez esta transformação...
E o festival de teatro é a espinha dorsal desta transformação e que gerou tudo o mais que veio depois...lá tem a programação noturna dos espetáculos e de dia os grupos se reúnem para discutir novos rumos estéticos, de produção, de gestão e de tarde cursos e cursos e cursos...
Pois bem: a minha maneira de colaborar para a mudança do quadro cultural no Brasil é organizar este congresso nacional de teatro e convidar você para começar a entender, refletir e principalmente AGIR a este respeito.
Pra quem é este congresso?
Pra gente de teatro. Para quem é, foi ou será da área artística e deseja transformar seu coletivo artístico em um grupo de teatro autossustentável, fortalecido e pensado como projeto de vida, pensado como o empreendimento da sua vida, como a empresa da sua vida e que portanto deve ser parte da solução para aqueles números apontados.
Existem três grandes oportunidades de negócio na área cultural disfarçadas de desafios:
1- A distribuição dos produtos culturais: espetáculos, filmes, livros, Cds e
2- O acesso a estes produtos e
3- A própria produção teatral em lugares que não têm grupos de teatro mas que têm gente muito afim de fazer a diferença na vida de sua cidade.
E você é parte integrante da solução. Existe mercado virgem e inexplorado para produtos artísticos de qualidade, relevância e consistência artística. E de vez em quando aparece alguma situação revolucionária ( um produto revolucionário) que muda tudo. Fique atento pois na crise existe a oportunidade do sucesso.
Qual o segredo do sucesso?
1- trabalhe muito, dê duro.
2- Nunca dê ouvidos a pessoas derrotistas... inclusive foi isso que me travou durante anos.
3- nunca aceite um não como resposta.
E para que você, ator ou atriz, comece a desenvolver um trabalho de resultados consistentes, para que você implemente a disciplina necessária para conseguir estes resultados eu te convido a participar deste congresso seja como ouvinte ou mesmo como palestrante.
Nos precisamos nos articular para nos fortalecer e sabermos que juntos vamos mais longe. Vamos começar juntos a cuidar de nos mesmos? A nos articular?Aproveite bem esta oportunidade de crescimento pessoal e profissional.
Sim. Para mim é assim nos últimos 22 anos de dedicação exclusiva à arte de ator dentro do Grupontapé de Teatro e fora também. Eu já tenho 40 anos de paixão e exercício da arte de atuar. Eu adoro desafios e aprendi cedo que a vida só dá uma safra, como se diz, e que é melhor colher aqui mesmo os frutos do seu suado e prazeroso trabalho.
Eu sou Marcial Rezende, Ator, co-fundador do Grupontapé de Teatro e empreendedor.
Eu sei que artista, ator e atriz quer ter um Grupo de Teatro Autossustentável e independente. Você quer ter sua carreira de ator ou atriz planejada e direcionada para aumentar em milhares por cento a suas chances de sucesso?. Bem..seja qual for o seu caso novamente eu te respondo que isso é possível e provável principalmente quando você aprende e mantém o uso das habilidades que apenas o teatro, e nenhuma outra disciplina te dá. Eu vivo exclusivamente da minha arte há 22 anos portanto tenho muito a acrescentar às suas competências e habilidades artísticas. Eu atuo, canto, danço e sou multi-instrumentista musical.
Você provavelmente me assistiu a alguns meses no lançamento do vídeo que introduziu a ideia de um "Congresso Nacional da Voz" pela minha fan page do Facebook (Conavoz). Acontece que eu decidi ampliar o conceito do que seria o congresso da voz por um outro conceito bem mais amplo e cujas ferramentas eu domino profundamente devido aos 40 anos de experiência como ator 22 dos quais com meu grupo o Grupontapé de Teatro. Portanto vamos juntos marcar uma data para iniciarmos o Conteatro: congresso nacional de teatro.
No Conteatro falarei com você, que é ator ou atriz, a respeito das várias soluções, as possíveis e as prováveis, para a carreira de seu grupo de teatro ou carreira individual. Soluções estas que eu vivo no Grupontapé de teatro, e outras que observei em outros grupos de teatro nos anos de estrada; Portanto são soluções ditas com propriedade empírica de quem vive desta profissão.
E porquê isto? Porquê em um mercado tão competitivo e disputado como o das verbas públicas e privadas alguém teria a atitude de traçar planos em conjunto para alavancar outros grupos de teatro?...Faço isso porque acredito que assim como eu você também pode elevar a sua vida e a de sua cidade ou comunidade a um outro patamar de existência melhor que o atual; Onde haja ganho real para o artista e para o público consumidor de arte e beleza.
Onde haja para o artista a real situação de levar sua mensagem para seu público. Onde haja para o artista o sabor da alegria de conquistar sua platéia; onde haja a possibilidade de intervir positivamente na sociedade colaborando para sua transformação. Onde haja para o público espetáculos que o levem à reflexão com sensibilidade. Onde haja para o público uma visita momentânea para o mundo da ficção, da fantasia e da poesia. Onde haja alimento para a alma das pessoas.
Eu acredito que com conhecimento, com visão sistêmica com atitude proativa mudaremos a triste realidade da Má Distribuição da cultura e do capital intelectual e artístico do Brasil.
Má Distribuição? Sim, veja só estes números apresentados por Rômulo Avelar nosso consultor para planejamento estratégico, no seminário de economia da cultura organizado por nos e realizado em agosto de 2013. Vou reproduzir para vocês a fala dele na íntegra junto com minhas observações:
93,1% dos municípios brasileiros não possuem sala de cinema.
78,8% das cidades do Brasil não têm teatro.
78,1% não possuem museus.
75,2% não possuem centros culturais.
70% não têm livrarias e.
40,2% não tem lojas de CD.
estes dados são de uma pesquisa feita pelo IBGE em 2006 para mapear a situação dos municípios em relação à CULTURA e ao mercado cultural.
Rômulo ainda comenta que tem gente que se assusta com esses números...
Mas onde você vê crise eu vejo oportunidades. Momentos de crise são momentos de oportunidades. Apesar de estes números serem assustadores representam também um vazio a ser preenchido por nos. Senão nada acontece... Aliás foi assim que o Grupontapé de teatro surgiu.
Vou contar minha história..um pedacinho...Sabe aquele bordão dito na maioria das cidades do Brasil? "Na minha cidade nada acontece"?!Pois Uberlândia estava assim em 1996 aquele marasmo cultural...quase nada acontecia e nós tomamos a atitude de querer mudar isso e eis o resultado: um grupo de teatro que já completou 22 anos de existência levando sua mensagem a seu público. Não era esse o nosso sonho? Os grupos existentes na cidade se fortaleceram e até o curso de artes cênicas da Universidade Federal de Uberlândia foi impactado e fortalecido pelo aumento da procura pela formação superior em artes cênicas dos alunos que passaram pela Escola Livre do Grupontapé de teatro. Sem contar que isso também impacta outros setores como turismo da cidade pois os moradores da região frequentam Uberlândia para, entre outras coisas, também assistir teatro.
Aqueles números mostram que existe um público ávido por consumir produtos culturais e mais do que isto: ávido também por produzir seus produtos culturais e não simplesmente consumir o que vem de fora. Ávido por se expressar e por se colocar também.
Um exemplo forte é o da cidade de Guaramiranga que é um município de cerca de 5000 habitantes localizado a 100 quilômetros de Fortaleza. Uma cidade que estava em crise econômica ha 20 e poucos anos atrás. Esta cidade nos dá uma grande lição de empreendedorismo na área cultural. eles têm um teatro de 250 lugares outro teatro de 560 lugares e já tinham um terceiro espaço funcionando na cidade. Antes tinham 6 grupos de teatro ativos agora talvez tenham mais que isto. eles têm uma orquestra de metais, um grupo de música de câmara, corais infantis, grupo de dança, e durante o carnaval eles realizam um festival internacional de jazz, reunindo nomes internacionais de jazz, têm festival de gastronomia, enfim....
Mas quantas cidades como esta estão aí sem uma vocação apontada? a sua pode ser uma delas..você vai fazer o que? Continuar reclamando que nada acontece na sua cidade? Ou vai fazer acontecer?!
Guaramiranga aplica 16% de seu orçamento em cultura num tempo em que a gente no Brasil luta para sair da marca de 0,6% no plano federal... se Guaramiranga pode qualquer lugar também pode.
O que será que aconteceu nesta cidade? claro que foi a organização coletiva que fez esta transformação...
E o festival de teatro é a espinha dorsal desta transformação e que gerou tudo o mais que veio depois...lá tem a programação noturna dos espetáculos e de dia os grupos se reúnem para discutir novos rumos estéticos, de produção, de gestão e de tarde cursos e cursos e cursos...
Pois bem: a minha maneira de colaborar para a mudança do quadro cultural no Brasil é organizar este congresso nacional de teatro e convidar você para começar a entender, refletir e principalmente AGIR a este respeito.
Pra quem é este congresso?
Pra gente de teatro. Para quem é, foi ou será da área artística e deseja transformar seu coletivo artístico em um grupo de teatro autossustentável, fortalecido e pensado como projeto de vida, pensado como o empreendimento da sua vida, como a empresa da sua vida e que portanto deve ser parte da solução para aqueles números apontados.
Existem três grandes oportunidades de negócio na área cultural disfarçadas de desafios:
1- A distribuição dos produtos culturais: espetáculos, filmes, livros, Cds e
2- O acesso a estes produtos e
3- A própria produção teatral em lugares que não têm grupos de teatro mas que têm gente muito afim de fazer a diferença na vida de sua cidade.
E você é parte integrante da solução. Existe mercado virgem e inexplorado para produtos artísticos de qualidade, relevância e consistência artística. E de vez em quando aparece alguma situação revolucionária ( um produto revolucionário) que muda tudo. Fique atento pois na crise existe a oportunidade do sucesso.
Qual o segredo do sucesso?
1- trabalhe muito, dê duro.
2- Nunca dê ouvidos a pessoas derrotistas... inclusive foi isso que me travou durante anos.
3- nunca aceite um não como resposta.
E para que você, ator ou atriz, comece a desenvolver um trabalho de resultados consistentes, para que você implemente a disciplina necessária para conseguir estes resultados eu te convido a participar deste congresso seja como ouvinte ou mesmo como palestrante.
Nos precisamos nos articular para nos fortalecer e sabermos que juntos vamos mais longe. Vamos começar juntos a cuidar de nos mesmos? A nos articular?Aproveite bem esta oportunidade de crescimento pessoal e profissional.
sábado, 28 de maio de 2016
Gerei meu emprego. Trabalho com paixão.
Gerei meu emprego. Trabalho com paixão.
As vezes parece que as dificuldades são intransponíveis. A gente pensa que não vai dar certo ou que não vai aguentar...daí a gente se lembra do porquê fazemos o que fazemos e isso é o que nos move a continuar. Eu queria levar alegria e reflexão à vida das pessoas e também tinha que bem criar meu filho que estava na época com quatro anos. Eu tinha vinte e nove e hoje tenho cinquenta.
Eu sempre penso sobre o começo da minha carreira de ator e de quando eu saia pelas ruas de Uberlândia catando recicláveis para poder fazer teatro. Eu catava caixas de papelão daquelas de geladeira; catava isopor, madeira, pregos da madeira para reaproveitar, pedia tinta para pintar cenário...enfim. Os conhecidos de mim e de minha família pensavam "acho que o Marcial pirou...anda catando coisas pela rua...todo despenteado e sujo...o que será que aconteceu?".
Alguns vinham assuntar comigo o porquê eu tinha saído da empresa de minha família e estava agindo assim...eu com fé e paciência explicava a eles e à minha família também que era meu sonho. Que eu queria mesmo era ser ator mas tinha desviado meu caminho. Eu queria fazer teatro ao invés de ter uma fábrica de produtos químicos. Quando eu dizia isso às pessoas eu percebia imediatamente aquele olhar de compaixão e logo depois o tapinha nas costas: "Boa sorte porque essa vida não é fácil"...mas quem disse que eu estava preocupado com facilidades? Eu abrira mão do meu "dia 5 do mês". Queimara a ponte.
Quem quer dá um jeito e quem não quer dá desculpas. E eu me ocupava era com trabalhar cegamente para conquistar, junto com meus companheiros de trabalho, uma vida digna vivendo com a arte e da arte. Custei a ter o apoio da família. Mas a senda se abriu e se mostrou favorável. Um amigo chamado Umberto sempre me dizia que a sorte favorece os bravos...e com a gente foi assim. Montamos nosso grupo de teatro na bravura. Fizemos nosso primeiro espetáculo, uma peça de Nelson Rodrigues chamada "A mulher sem pecado" e junto com isso fomos desenvolvendo peças de teatro específicas para treinamento. Uma grande empresa atacadista de Uberlândia quis nos contratar para ilustrar um evento deles. Era uma convenção de vendas. Apresentamos duas vezes uma pequena cena de comédia retratando a vida dos vendedores e dos entregadores da dita empresa. Foi um sucesso de crítica tanto do contratante quanto do público. Depois disso continuamos com estas duas vertentes do teatro que internamente chamamos de Artístico e Aplicado. Foi trabalhando desta maneira que nos tornamos Autossustentáveis. E você? Como seu grupo teatral tem sobrevivido? Eu quero pedir a você que divida com a gente a sua experiência de realizador teatral pois ela pode ajudar muitos colegas a nortearem melhor suas decisões para sofrerem menos com as situações do caminho.
Eu já comecei. Organizei este congresso o ConTeatro - Congresso Nacional de Teatro - para começar a passar tudo o que eu aprendi, fiz e fizemos nas últimas décadas vivendo exclusivamente de teatro. É preciso reconhecer o valor do que se faz. O palco do empreendedorismo criativo é nosso. Significa que temos de encontrar maneiras de o público ver, conhecer o que é produzido. Para isso é preciso abrir frentes de trabalho, frentes de mercado. As pessoas são capazes de decidir se querem algo diferente ou continuar na mesmice reclamando que na minha cidade não acontece nada...então tudo isso acaba impactando no dia a dia da gente. A gente quer fazer com que essas opções alternativas surjam para as pessoas; Significa que a gente está contribuindo para criar um desenvolvimento para este país. Esta responsabilidade é nossa: de ampliar as possibilidades de decisões das pessoas. Eu ofereço teatro como opção. Mas quem vai comprar a minha peça, o meu espetáculo?
Eu quero focar na demanda. Muitas vezes a gente percebe que um empreendedor disponibiliza alguma coisa no mercado...abre um espetáculo e ninguém vai ver...as vezes as condições são excelentes pois é perto da casa da pessoa...é barato...tem meia entrada...então: Por que não vão ao espetáculo? A GENTE tem que entender melhor do mercado criativo no Brasil.
Existem muitas razões para que as pessoas não comprem aquilo que a gente está oferecendo...devemos nos deter neste detalhe descobrir os motivos pelos quais as pessoas não vão consumir o seu produto, seu espetáculo.
1 - é por falta de tempo?
2 - esta muito caro o ingresso?
3 - Falta de transporte que leve o público até o local? que muitas vezes é na rua como no nosso caso..
4 - Falta de companhia? problemas de saúde?
5 - constrangimento ( muita gente ainda sente teatro como "a cereja do bolo")?
6 - Seu espetáculo é inteligível? Dá pra entender? Para quem você faz teatro?
7 - Como levantar e trabalhar as objeções do seu público?
As vezes parece que as dificuldades são intransponíveis. A gente pensa que não vai dar certo ou que não vai aguentar...daí a gente se lembra do porquê fazemos o que fazemos e isso é o que nos move a continuar. Eu queria levar alegria e reflexão à vida das pessoas e também tinha que bem criar meu filho que estava na época com quatro anos. Eu tinha vinte e nove e hoje tenho cinquenta.
Eu sempre penso sobre o começo da minha carreira de ator e de quando eu saia pelas ruas de Uberlândia catando recicláveis para poder fazer teatro. Eu catava caixas de papelão daquelas de geladeira; catava isopor, madeira, pregos da madeira para reaproveitar, pedia tinta para pintar cenário...enfim. Os conhecidos de mim e de minha família pensavam "acho que o Marcial pirou...anda catando coisas pela rua...todo despenteado e sujo...o que será que aconteceu?".
Alguns vinham assuntar comigo o porquê eu tinha saído da empresa de minha família e estava agindo assim...eu com fé e paciência explicava a eles e à minha família também que era meu sonho. Que eu queria mesmo era ser ator mas tinha desviado meu caminho. Eu queria fazer teatro ao invés de ter uma fábrica de produtos químicos. Quando eu dizia isso às pessoas eu percebia imediatamente aquele olhar de compaixão e logo depois o tapinha nas costas: "Boa sorte porque essa vida não é fácil"...mas quem disse que eu estava preocupado com facilidades? Eu abrira mão do meu "dia 5 do mês". Queimara a ponte.
Quem quer dá um jeito e quem não quer dá desculpas. E eu me ocupava era com trabalhar cegamente para conquistar, junto com meus companheiros de trabalho, uma vida digna vivendo com a arte e da arte. Custei a ter o apoio da família. Mas a senda se abriu e se mostrou favorável. Um amigo chamado Umberto sempre me dizia que a sorte favorece os bravos...e com a gente foi assim. Montamos nosso grupo de teatro na bravura. Fizemos nosso primeiro espetáculo, uma peça de Nelson Rodrigues chamada "A mulher sem pecado" e junto com isso fomos desenvolvendo peças de teatro específicas para treinamento. Uma grande empresa atacadista de Uberlândia quis nos contratar para ilustrar um evento deles. Era uma convenção de vendas. Apresentamos duas vezes uma pequena cena de comédia retratando a vida dos vendedores e dos entregadores da dita empresa. Foi um sucesso de crítica tanto do contratante quanto do público. Depois disso continuamos com estas duas vertentes do teatro que internamente chamamos de Artístico e Aplicado. Foi trabalhando desta maneira que nos tornamos Autossustentáveis. E você? Como seu grupo teatral tem sobrevivido? Eu quero pedir a você que divida com a gente a sua experiência de realizador teatral pois ela pode ajudar muitos colegas a nortearem melhor suas decisões para sofrerem menos com as situações do caminho.
Eu já comecei. Organizei este congresso o ConTeatro - Congresso Nacional de Teatro - para começar a passar tudo o que eu aprendi, fiz e fizemos nas últimas décadas vivendo exclusivamente de teatro. É preciso reconhecer o valor do que se faz. O palco do empreendedorismo criativo é nosso. Significa que temos de encontrar maneiras de o público ver, conhecer o que é produzido. Para isso é preciso abrir frentes de trabalho, frentes de mercado. As pessoas são capazes de decidir se querem algo diferente ou continuar na mesmice reclamando que na minha cidade não acontece nada...então tudo isso acaba impactando no dia a dia da gente. A gente quer fazer com que essas opções alternativas surjam para as pessoas; Significa que a gente está contribuindo para criar um desenvolvimento para este país. Esta responsabilidade é nossa: de ampliar as possibilidades de decisões das pessoas. Eu ofereço teatro como opção. Mas quem vai comprar a minha peça, o meu espetáculo?
Eu quero focar na demanda. Muitas vezes a gente percebe que um empreendedor disponibiliza alguma coisa no mercado...abre um espetáculo e ninguém vai ver...as vezes as condições são excelentes pois é perto da casa da pessoa...é barato...tem meia entrada...então: Por que não vão ao espetáculo? A GENTE tem que entender melhor do mercado criativo no Brasil.
Existem muitas razões para que as pessoas não comprem aquilo que a gente está oferecendo...devemos nos deter neste detalhe descobrir os motivos pelos quais as pessoas não vão consumir o seu produto, seu espetáculo.
1 - é por falta de tempo?
2 - esta muito caro o ingresso?
3 - Falta de transporte que leve o público até o local? que muitas vezes é na rua como no nosso caso..
4 - Falta de companhia? problemas de saúde?
5 - constrangimento ( muita gente ainda sente teatro como "a cereja do bolo")?
6 - Seu espetáculo é inteligível? Dá pra entender? Para quem você faz teatro?
7 - Como levantar e trabalhar as objeções do seu público?
A nossa missão é fazer com que as pessoas atribuam um valor maior ao que a gente está oferecendo. E porque? Porque nos temos que estar atentos ao "custo de oportunidade" (um termo da área de economia). o que é o custo de oportunidade? é aquilo de que a gente tem que abrir mão quando toma uma decisão...se eu só tenho 24 horas num dia então eu vou ter que abrir mão de alguma coisa pra fazer outra. Se eu uso meu dinheiro pra uma coisa eu não vou ter pra outras ou seja: temos que eleger as nossas prioridades.
Mas: como é que a gente aumenta nas pessoas a sensação de prioridade pra fazer aquilo que nos estamos a oferecer e não outra coisa?
Primeiro a gente tem que pensar com o chapéu delas.
quem esta pessoa com quem eu quero falar? que tipo de problemas ela deve enfrentar? Sua investigação como artista e empreendedor criativo começa assim.
Mas: como é que a gente aumenta nas pessoas a sensação de prioridade pra fazer aquilo que nos estamos a oferecer e não outra coisa?
Primeiro a gente tem que pensar com o chapéu delas.
quem esta pessoa com quem eu quero falar? que tipo de problemas ela deve enfrentar? Sua investigação como artista e empreendedor criativo começa assim.
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