quarta-feira, 8 de junho de 2016

Você busca o trabalho dos seus sonhos?

Você busca o trabalho dos seus sonhos?
As vezes os obstáculos parecem intransponíveis...eu perdi muito tempo na vida dando ouvidos a gente derrotista e por um tempo isto se internalizou em  mim... mas hoje não posso mais com  isso..já não aceito mais: grupos que não se sustentam e muito dependentes das leis de incentivo a cultura. Veja bem as leis são necessárias porque cumprem uma política pública a grupos necessitados mas infelizmente atrela sua condição à condição do capital disponível ou não das empresas. Há aí um perigo de se estabelecer um vínculo de dependência que se for momentânea não prejudica a carreira de seu grupo, muito pelo contrário, até o promove; mas se este se tornar seu único meio de produção de espetáculos aí seu futuro pode ser incerto...e esta situação tem também consequências psicológicas nos artistas que são vistos por algumas empresas como sendo "os caras com um pires na mão" portanto é preciso mudar nossa postura para mudar a mentalidade dos empresários.
Artistas derrotados moralmente "o cara do pires na mão" e financeiramente dependentes quase sempre. Eu venho propor a mudança a partir de dentro; de nossas próprias maneiras de fazer teatro e "pensar a vida". sempre me disseram que se eu fosse artista morreria de fome e que... " o seu sotaque é horrível" ..."se quiser viver disso vá para a brodway".." viver de arte é coisa de gente que nasceu rica" "vai sonhando que vai lotar um teatro só pra te verem , vai..." ...e eu ouvi isso de um igual e o pior: parecia fazer sentido. Ao observar o modelo mental, o perfil psicológico dos artistas que eu conhecia notava sempre um mesmo padrão derrotista que desconfiava da própria capacidade. No entanto meu grupo de teatro faz este ano 22 anos de existência...eu já dirigi um filme, fui ator de uma mini-série, fiz mais de oitenta peças de "teatro aplicado"  mais de 20 de teatro convencional, dois espetáculos de rua e eu tenho uma carreira artística de já 40 anos dos quais 22 com o Grupontapé de teatro. Eu agradeço o prêmios que a vida me deu em forma de minhas conquistas nesta profissão. E..."eu voltarei"...sempre!!!
Nunca deixe ninguém te dizer que não pode fazer alguma coisa...se você tem um sonho tem que correr atrás dele. As pessoas não conseguem vencer e dizem que você também não vai vencer...se você quer alguma coisa corra atrás. Ponto.
Eu te pergunto : pra que serve o artista? pra quê que eu sirvo? qual meu propósito no mundo?
Talvez eu veja algo em você que nem mesmo você vê: sua capacidade de transformar ...ela já está aí ou você não escolheria estar nesta profissão. (o que foi, o que é e o que será) e hoje eu estou a falar do meu sonho. E para todas as pessoas que disseram que eu não podia, para todos aqueles que disseram que eu não conseguiria eu tenho todo direito de dizer: O quanto você gosta de mim agora?
Eu gostaria de ouvir de alguém, sabe o quê? Que em meio a esse caos e turbulência existe uma oportunidade de criar uma nova visão de sonho artístico e de vida de artista...era isso que eu gostaria de ouvir sempre.
"Alcançar o equilíbrio na vida pessoal é mais importante do que o balanço da sua conta no banco"
O que você faz não define quem você é.
Muitas pessoas vão lhe dizer que o céu está desabando...eu não direi isto pra você...irei dizer que isto são centavos vindos do céu e sabe porque eu digo isto? Por que eu já vi este filme e sei como termina. você está em posição de seguir em frente e eu encorajo você. O que quer que você faça pelo resto de sua vida sempre busque a felicidade e você pode começar em qualquer lugar e em qualquer momento. Eu não sei o que dizer na verdade. Tudo depende de hoje: ou nos unimos ou seremos derrotados...centímetros por centímetros até perdermos este jogo. Neste momento estamos no inferno cavalheiros e damas. Acreditem em mim. Podemos ficar aqui e sermos vencidos de modo humilhante ou podemos lutar para voltarmos a ser fortes e belos. Podemos sair do inferno...um centímetro de cada vez..mas não posso fazer por você...sou velho demais...olho a minha volta e vejo estas caras novas e penso: fiz todas as escolhas erradas que um homem de meia idade pode fazer...gastei todo meu dinheiro e acreditem ou não...afastei todos os que me amavam..e ultimamente nem consigo olhar para a minha cara no espelho. Quando envelhecemos vamos perdendo algumas coisas. Isso faz parte da vida. Mas só percebemos isto quando começamos a perder coisas. Descobrimos que a vida é este jogo de centímetros...tal como no futebol. Porque em ambos os jogos, na vida e no futebol a margem de erro é tão pequena..meio passo a mais, cedo ou tarde, e já não conseguimos. meio segundo mais lento ou rápido e não apanhamos...os centímetros que precisamos estão a todo lado à nossa volta. Estão em todas as oportunidades do jogo, todos os minutos, segundos (a corda está batendo)..nos lutamos por este centímetro. Fazemos o que for preciso e todos à nossa volta fazem o que for preciso por este centímetro. nós agarramos com a unha estes centímetros pois sabemos que quando percorremos todos estes centímetros é isso que vai fazer a diferença entre ganhar ou perder. entre viver e morrer. digo-lhes o seguinte em qualquer luta é o cara que está disposto a morrer que vai ganhar este centímetro. e eu sei que se voltar a ter uma vida é porque estou disposto a lutar e morrer por este centímetro. porque viver é isto: estes centímetros na frente da nossa cara. mas eu não posso obrigá-los a nada..mas agora eu peço que olhem na cara de quem está a seu lado e veja o cara que vai percorrer estes centímetros por vocês. Acho que vão ver este cara ao olhar. Vão ver um cara que se sacrificará por esta equipe. Porque ele sabe que quando chegar a hora você fará o mesmo por ele. Isto é uma equipe cavalheiros e damas. e, ou nos unimos agora como uma equipe ou morreremos como indivíduos. o teatro é isto gente. a vida é isto. resume-se a isto. agora...o que vocês vão fazer?
A grandeza está em todos nos.
Grandiosidade não é uma coisa maravilhosa, ilusória ou esotérica feita por Deus que só os especiais entre nós poderão ter. é algo que realmente existe em todos nos. E é muito simples: isto é no que acredito e pelo qual estou disposto a morrer. Ponto final. É muito simples. Sei quem sou. Sei no que acredito. E é só o que eu preciso saber. A partir daí eu faço o que precisa ser feito. nós fazemos esta situação mais complexa do que ela realmente é. porque estamos a procura de complexidade. tem de haver algo complexo para entendermos não pode ser assim tão fácil.
sim. é possível.
muitas pessoas irão dizer-lhe porquê está enganado. porque deixou o seu emprego? todos os gênios foram gozados por suas ideias "estapafúrdias"...quem se ri agora? Mas se estás pronto e acredita profundamente no que estás a fazer, persista e nunca desista. continue em frente, continue a lutar, levante-se e tente de novo. e em ultima análise se estiver mesmo determinado você irá obter sucesso na vida. esta é uma grande oportunidade. este é o evento de uma vida pra vocês e pra mim. durante todos estes anos que faço teatro em minha vida só uma pessoa desistiu. desistiu. foi embora. algumas pessoas e algumas vezes realmente sofrem. e realmente é muito duro. algumas pessoas dizem que tem de se ter muita paixão no que faz e é totalmente verdade. faça aquilo que ama. pague suas contas. economize seu dinheiro. e o sucesso irá surgir. e a razão é porque é tão árduo que se não tens paixão, qualquer pessoa racional desistirá. é mesmo duro. se terá de fazer por um longo período de tempo... portanto se não ama aquilo que está a fazer, se não se diverte a fazê-lo, se realmente não ama você vai desistir. e isso é o que realmente acontece a maioria das pessoas. se olharmos para aqueles que atingem o sucesso, entre aspas, para os padrões da sociedade, e os que não atingiram a maioria das vezes aqueles que atingiram o sucesso amaram aquilo que fizeram para poderem perseverar quando fica mesmo duro de aguentar. e aqueles que não gostaram desistiram. porque dizem: quem quer passar por isto tudo se você não ama. portanto é muito trabalho árduo e preocupações constantes e se não amar tudo isso você vai falhar. gerir um negócio não é fácil. é um compromisso de tempo integral. é um compromisso de vida. faça sua escolha, decida como é que vai ser. quem irá ser e como irá fazer. simplesmente decida. a partir deste ponto a energia do seu foco e a eleição das suas prioridades irão mantê-lo nos trilhos. apenas 1% das pessoas tem a habilidade de realmente assumir riscos, riscos empresariais. seja o um porcento. 99% da riqueza é controlada por pessoas de negócio. a maioria começou com nada. Porque é assim? pq 99% da população trabalha num negócio já estabelecido e somente 1% da população tem habilidade e mentalidade para, realmente, fazer acontecer alguns avanços empresariais que criam postos de trabalho ou condições de melhora para as pessoas.o seu trabalho pode te fazer feliz. mas tu tens que amar aquilo que fazes...é o mínimo.
tu já descobriste o teu dever meu amigo? minha amiga? o seu propósito de vida? O meu é fazer teatro. Para algumas pessoas o dever é sobreviver e para outras o dever é estar bem. outros é ter liberdade.para outros é ter mais do que aquilo que podem gastar. outros o dever de cuidar de todos aqueles que o rodeiam. seja o que for que desejes é aquilo o que vais ter. tu poderás ser diferente se aumentares o nível daquilo que esperas de ti próprio. coloca-te a ti próprio nesse nível. todas as coisas podem mudar.tem tudo a ver em mudar o teu "eu devia fazer " por "tenho de fazer". tudo tem a ver com o parar e dizer:"é assim que vai ser."cada dia que desperdice é um dia que nunca mais recuperará. agora é o momento de iniciar o trabalho. levanta esse rabo escreve um plano e parta para a ação. não esperes por ninguém começa agora mesmo. eu tenho uma injusta vantagem sobre vocês: eu estive na guerra. e da guerra sobrevivi porque outros morreram por mim. quando vês coisas dessas sabes que não pode desistir. a maioria das pessoas são fracos, medrosos e covardes.não os têm. sabe no inicio  íamos todos os dias e todos os dias nos fechavam as portas. o mais genial que fizemos foi que não desistimos. tu estás no caminho correto mas precisa continuar e persistir. e pessoa que se dispor a esforçar mais será aquele que conseguirá agarrar a oportunidade.quanto mais tu trabalhares mais sorte irás ter.deixa-me dizer-te uma ciosa que já sabes: o mundo não é só por do sol e arco-iris. é um lugar muito malvado e desagradável e eu não quero saber o quão forte tu és. vai-te vencer e colocar-te ajoelhado e manter-te assim permanentemente se o permitires. tu eu e ninguém te vai bater de forma tão dura tanto como a vida. mas não é sobre o quão duro és atingido, mas sobre o quão duro tu podes ser atingido e continuar em frente. quanto é que consegues aguentar e continuar em frente.é assim que os vencedores se criam. se sabes o quanto vale corre atrás do que vales. mas tem que estar disposto a aguentar as pancadas. e não apontar o dedo e dizer que estás aonde não querias por causa dele ou dela ou qualquer outra pessoa. os covardes é que fazem isso e não és tu. tu és melhor que isto.
tu descobristes o teu dever. mas tu raramente fazes o que devias. tu sempre fazes o que precisas. torne o sucesso a porra de um dever.

Palavras de Steve Jobs:
"isso é para os loucos, os desajustados os rebeldes, os criadores de caso, os que são peças redondas nos buracos quadrados, os que veem as coisas de modo diferente. Eles não gostam de regras e eles não têm nenhum respeito pelo "status quo". você pode citá-los, discordá-los, glorificá-los ou difamá-los a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los porque eles mudam as coisas, eles inventam, eles imaginam, eles curam, eles exploram, eles criam, eles inspiram, eles empurram a raça humana para frente.
talvez eles tenham que ser loucos...como você pode olhar para uma tela em branco e ver uma obra de arte? ou sentar em silêncio e ouvir uma música que jamais foi composta? ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas? enquanto alguns os veem como loucos nos vemos gênios...porque as pessoas que são loucas o suficiente para acharem que podem mudar o mundo...são os que de fato mudam."

"O sucesso não está em aproveitar as oportunidades mas em criar as oportunidades. O que interessa não é o tamanho..mas o talento. e criar oportunidades para mostrar o nosso talento é o que nos diferencia.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Juventude e Teatro

Juventude e teatro
Hoje a produção de teatro de São Paulo é maior que a de Buenos Aires e quase do tamanho da de Nova Yorque.(fonte: entrevista com Jefferson Del Rios - crítico teatral) se não for maior que a de Paris. Nós temos mais de 100 espetáculos em cartaz. Isso é um dado de caráter cultural..é um dado econômico, porque não há dinheiro pra todo mundo e não se sabe se há público para todo mundo, mas as companhias estão bravamente em cartaz mostrando seus trabalhos.
Um dado curioso: contei 81 espetáculos em cartaz em SP. dos quais 52 são de textos brasileiros (autorais e/ou criação coletiva);...o curioso, ou que se faz pensar, é que temos a produção teatral feita dentro da própria cidade e girando dentro do próprio pessoal de teatro.
É um teatro jovem feito por gente jovem e é normal que eles queiram fazer um teatro que diz respeito a sua juventude. Sem querer eu me dei conta de que estava dividindo o tempo como se o teatro jovem só fosse o teatro de agora. Dai fui fazer um pesquisa pra relembrar e me dei conta do seguinte: Teatro sempre foi feito por gente jovem.
Historicamente o teatro moderno paulista começa em 1948 com a fundação do TBC (teatro brasileiro de comédia) que deixou nomes lendários. Que idade tinha estes nomes lendários naquela época? vejamos: Cacilda Becker tinha 27 anos, Valmor Chagas tinha 30, Paulo Autram, Tonia Carreiro e Bibi Ferreira tinham 27 anos. Maria Della Costa tinha 22 anos. Leonardo Vilela tinha 24 anos.
 Depois vem o teatro oficina, fundado em 1956 e se estabeleceu onde ainda é hoje em 1958.
O José Celso e o Amir Hadad, seus fundadores, tinham 21 anos. O Renato Borghi tinha 20 anos.
Teatro de Arena em 1956 Gianfrancesco Guarniere tinha 22 anos e depois, vindo dos EUA e depois foi incorporado ao Arena veio o Augusto Boal com 25 anos. E quem eram os velhos "os coroas" da época?, aquela geração que já estava sendo superada esteticamente pelos "sucessores" que vinham chegando? ...Procópio Ferreira (50 anos). O grande Eugênio Kusnet já com 65 anos. Henriette Morineau quando estreou tinha 40 anos.
Portanto e teatro sempre foi feito por gente jovem. Nos EUA os espetáculos "off-Broadway" foi onde surgiram, como fundo de quintal, atores como : Jhon Malcovich, Dustin Hofman, All`Paccino.; Eles, como não entravam pra Brodway, começaram a fazer seus pequenos grupos fazendo teatro de garagem e se apresentando nos bairros boêmios...dai surgiram os Living Teather, o Julian Becky o  Open Teather e toda uma série de grupos que ficaram históricos.
Esta solução, digamos assim, independente de fazer teatro com o que tem começou a chamar uma espécie de público que já não queria aquele teatro, digamos, "convencional" com começo, meio e fim, musical, romântico com um psicologismo já sabido. Já no Brasil a coisa começou, mas sem copiar o que acontecia lá. Começou por geração espontânea. Começou mais ou menos na década de setenta com pessoas saídas das escolas de arte dramática e sobretudo da Unicamp, começaram a criar seus próprios grupos. No Rio de Janeiro começaram a criar o grupo "Asdrúbal trouxe o trombone" que fez um enorme sucesso e de onde surgiu Regina Casé por exemplo.
Surgiu também o grupo Tapa de Eduardo Tolentino com uma proposta de refazer a dramaturgia brasileira e internacional, clássica, de alto valor, com rigor estético, com absurda coerência de linguagem, sem cortar ou mudar textos. Hoje eles estão entre os grupos alternativos um dos mais sólidos. O restante que está trabalhando está fazendo uma luta desesperada pra sobreviver ao fato econômico e social ao qual ainda não se tem resposta agora e que é o seguinte: é muita peça, poucos lugares para poder se apresentar, aluguéis altos, dificuldades de espaço... e como atender ao desejo desta gente que quer fazer teatro e a um público que está aparentemente encolhendo?
www.teatronanet.com.brAte uns 30, 40 anos atrás o normal no Brasil era teatro de terça a domingo. O descanso da companhia era na segunda e nos sábados e domingos geralmente se fazia 2 sessões. Qualquer Fernanda Montenegro, qualquer Marília Pera fizeram isso anos e anos. Hoje etá inimaginável...segunda, terça e quarta não há...quinta em diante os grupos mais ou menos conhecidos. Outros só de sexta a domingo. e os grupos que estão começando e lutando para por a cabeça fora d'água utilizando as segundas terças e quartas para se apresentarem ou em horários alternativos tipo depois das onze.
Então há aí um problema de adequação entre sobrevivência, economia, mercado no sentido de você ter público, ter clientela. Por isso eu acho que o teatro deve fazer um grande seminário junto com a escola de economia, com a fundação Getúlio Vargas para se descobrir o que é isso...por que já estamos caminhando para a seguinte situação: a bilheteria já não paga o espetáculo. O espetáculo para entrar em cartaz já tem que ter o financiamento seja de instituições oficiais como o Proac, como o incentivo da prefeitura ou então alguma grande estatal, ou bancos...ai depende do poder de fogo da celebridade que está em cartaz. O espetáculo estreia pago, num período muito curto de agenda. Então a coisa está ficando absurda de modo que na estreia já dizemos "ultimas semanas" "últimos dias"...gera uma sensação de que estou sendo ameaçado "tem que ir" "vá senão o imposto de renda te pega"...isso dá um pouco de angústia pros atores de uma companhia. Mas ao mesmo tempo isso faz com que esfrie um pouco...não tem tempo de amadurecer o espetáculo. O amadurecimento de um espetáculo faz a gente adquirir uma expertise mas pelas condições fica difícil. Então de um lado se tem a luta pela sobrevivência, arrumar uma garagem pra ensaiar, tentar entrar nas leis de incentivo, saber se vai ter a verba do município ou do estado...Isto está criando uma subcultura meio complicada para o "resultado final".
Temos um problema: Apesar deste cenário de Broadway em Sampa com 100 espetáculos a gente encontra 4 pessoas na plateia porque eu fui assistir a um espetáculo "pago" (gratuito). Um espetáculo excelente mas com 4 pessoas na plateia...
Deu vontade de voltar na bilheteria e pagar um ingresso...mas ele já estava pago subsidiado que é...
Mas nada disso tira meu entusiasmo pela vitalidade com que esses jovens fazem teatro. Por exemplo a escolha dos temas............

as soluções são facultadas ao Estado...(será)Talvez...ele realmente é parte da solução
e quanto ao teatro talvez tenha que discutir até que ponto esta expansão (feita desta forma atual pelas leis)que não acaba mais...a de começar a fazer espetáculos só depois de ele estar pago...estas respostas eu deixo como perguntas...Plínio Marcos falava que o teatro perdeu força quando parou de viver da bilheteria e que o artista se sente maior, mais seguro, mais íntegro, mais valente quando ele sabe que o seu pagamento vem é do borderô, do caixa do espetáculo que pagou...então eu sou um otimista senão não estaria aqui com meus cabelos brancos ainda falando de teatro...falo com o mesmo entusiasmo e vendo aqui ver esta pessoa o jovem com o mesmo entusiasmo e ao mesmo tempo eu já tenho uma certa resistência ao teatro convencional que vai reproduzir aquilo que já está na televisão...aquelas comédias de sempre, não me convide pra isso: comédia de adultério, coisas "engraçadinhas"..não..eu quero saber aonde está a inquietação. eu sou ligado com inquietação deste teatro do qual estamos falando e que se faz aqui e que se forma aqui na São Paulo Escola de Teatro...isso é só um dos congressos.
Muito obrigado.